quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Bairro Alto: a história do bairro mais boémio de Lisboa

Para uma visita completa à cidade de Lisboa, não deixe de visitar o boémio Bairro Alto, em pleno coração da cidade. É conhecido pelos inúmeros bares e restaurante que oferece aos seus visitantes. É, também, um dos grandes locais de diversão noturna, ainda que durante o dia seja um bairro pacato. O contraste entre as noites agitadas e os dias calmos no Bairro Alto é notório. Comércio de rua, teatros, museus, restaurantes e bares não irão faltar. Após escapar ao terramoto de 1755, o Bairro Alto mantém intacta, até hoje, toda a sua história.



Entre o séc. XIX e o séc. XX, encontravam-se no bairro as sedes dos principais jornais e tipografias portugueses. Havia diversidade de faixas etárias, meios sociais e interesses culturais. O mundo jornalístico esteve sempre presente, de forma muito marcante, no Bairro Alto. Dia e noite cruzavam-se escritores, jornalistas, ardinas e políticos que davam ao Bairro Alto um ambiente intelectual, de cultura e pensamento. O Bairro Alto comemorou, em 2013, os seus 500 anos.


No teatro público do Bairro Alto, António José da Silva, o Judeu, dava a conhecer as suas peças. O poeta Nicolau TolentinoAlmeida Garrett escolheram o Bairro Alto para viver. Sendo a casa de Almeida Garrett, na Rua da Barroca, um centro de debates de ideias liberais.

Nos meados do século XIX o fado invadiu todos os espaços, desde as tabernas aos locais de trabalho e bordéis, levando a reunir à mesa marinheiros, fidalgos, atores, burgueses, rufias e poetas em momentos únicos no seu dia-a-dia.

 No fim da década de 70, aparece o Souk, a Rock House e o Jukebox, espaços noturnos dirigidos a gostos urbano-depressivos, de uma nova geração. Foi, contudo, com o aparecimento da discoteca "Frágil", em 1982, que se deu a revolução no Bairro Alto, quando o proprietário Manuel Reis, conseguiu atrair o mais variado público, desde artistas plásticos, alunos, professores de cinema, teatro, atores, atrizes, designers de moda, jornalistas, etc., que fizeram da discoteca "Frágil", não só um local de diversão, mas também um local de convívio com ambiente barroco e intimista. O Bairro Alto estava assim na moda, tanto de noite como de dia, quando, em 1986, diversos estilistas e designers abriram por lá lojas de roupa.

  
Bairro Alto é, indubitavelmente, um Bairro apaixonante, paradigmático, cheio de atracões e de história. Típico, popular e arrojado mistura o passado com o presente e deixa encantado por quem passa pelas suas ruas estreitas, outrora percorridas por coches. O ambiente eclético e multicultural faz-se sentir e convida a passar por lá bons momentos.

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