quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Venha velejar pelo Rio Tejo


As águas calmas do Tejo vão embalar uma viagem diferente pela capital. O roteiro que hoje lhe propomos mostra-nos cidade de um ponto de vista diferente, ao velejarmos pelo rio temos a oportunidade de ver alguns dos maiores pontos de interesse da cidade. Para lhe aguçar o apetite, vamos contar-lhe um bocadinho da história de cada espaço.



Começamos pelo Terreiro do Paço, uma das maiores praças da Europa bem no centro de Lisboa, é considerada o "centro oficial da capital e do governo do país". Já no século XVI era um importante centro da vida social da capital, com festas da corte e via a chegada de mercadorias finas vindas do oriente.
Como aconteceu com muitos monumentos de Lisboa, e não só, a praça foi destruída pelo terramoto de 1755. Mas com aquilo que sobrou do espaço, o Marques de Pombal decidiu fazer uma renovada praça que marcasse uma nova fase da cidade. Surgiu assim a Praça do Comércio, vestida com os seus grandiosos prédios amarelos e o Arco Triunfal da Rua Augusta. Mesmo no centro da praça, foi colocada uma estátua de homenagem ao rei  D. José I. A nova praça só viria a ficar pronta em 1806 e 2 anos depois com a fuga da corte para o Brasil, viu perder a importância de outrora, tendo mesmo nos anos 80 servido de parque de estacionamento. Depois da grande revitalização feita na cidade com a Expo 98, a praça voltou a ter importância de outros dias.




Seguimos viagem até um dos ex-libris da cidade, o Padrão dos Descobrimentos.
Mandado fazer pelo regime de Salazar, inicialmente, como uma estrutura temporária para a Exposição do Mundo Português de 1940, tem actualmente 56m de altura. A estrutura tem a forma de proa de uma caravela ornamentada com o escudo de Portugal e a espada da Casa Real de Avis sobre a entrada, para além disso, 32 figuras dos heróis dos descobrimentos dos séculos XV e XVI estão esculpidos nas laterais e a sua figura central é Infante D.Henrique.




O nosso passeio pelo Tejo leva-nos até a emblemática Torre de Belém. Localizada na freguesia de Belém, na margem direita do rio, onde existiu em tempos uma praia. Mandada edificar pelo rei D.Manuel I no ano de 1515, tornou-se um dos símbolos mais importantes do estilo manuelino - uma junção entre o gótico, que predominava no século XVI, e símbolos nacionais, referências náuticas e animais exóticos.
A estrutura da torre é composta essencialmente por duas partes, a torre, de características medievais, mais estreita e com quatro salas abobadadas, e o baluarte, de características modernas, mais largo e com a sua casamata onde se dispunha a artilharia.
A sua função principal de defesa foi esquecia, principalmente a partir da ocupação filipina, passando a servir de masmorra, tendo já em tempos passados servido como de controlo aduaneiro, farol e de telégrafo.
Em 1983 foi-lhe devolvida a sua importância, quando foi considerada “Património Cultural da Humanidade” pela UNESCO.




Em maio de 2006 nasceu o extinto museu da electricidade, pertencente à Fundação EDP, encontrava-se localizado na antiga Central Tejo, e que pretendia ser um conceito mais actual de museu. A sua ideia era servir como repositório do passado mas que também estivesse voltado o presente e futuro da energia, tendo sido classificado como imóvel de interesse público.
Com a revitalização deste espaço, em junho de 2016, dá-se a extinção do Museu da Eletricidade para dar lugar ao MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia – a que se junta uma nova estrutura idealizada pelo atelier londrino Amanda Levete Architects (AL_A). No seu todo, o MAAT ocupa, assim, uma área de 38 mil metros quadrados na zona ribeirinha de Belém e se mantém sobre a alçada da Fundação EDP.
O MAAT acolhe uma exposição permanente de ciência e electricidade, além de um variado programa de exposições temporárias e pretende estar centrado na cultura contemporânea, através da combinação de artes visuais e media, arquitectura e cidade, tecnologia e ciência, sociedade e pensamento.



Acabamos este roteiro no Parque das Nações, assim chamado hoje, onde foi acolhida a Expo 98 e que antes disso era uma zona industrial degradada.  
Sobre o pretexto da Expo 98, foram construídos variadas infraestruturas e acessos, que deram a esta zona nova cara que há muito se ansiava. Podemos destacar Gare do Oriente, o Pavilhão de Portugal, arquitectado por Álvaro Siza Vieira, Pavilhão do Conhecimento, voltado para uma vertente mais de modernista de interacção com a ciência e tecnologia, um teleférico, o Pavilhão Atlântico, hoje chamado de MEO Arena, a mais importante sala de espectáculos do país, a Torre Vasco da Gama, o edifício mais alto do país e o Oceanário de Lisboa.









Dada a sua localização geográfica, o Parque dispõe também de uma marina, que apresenta 600 postos de amarração destinados a embarcações de recreio, assim como infraestruturas, preparadas para receber grandes eventos náuticos, tendo para o efeito um cais de eventos e uma ponte cais, que não serve apenas para embarcações de cruzeiro ou históricas de grande porte mas como área de apoio para eventos em terra. 

Lisboa é realmente uma cidade cheia de encantos, mas vistos do rio tornam-se ainda mais maravilhosos. Venha também descobrir Lisboa pelo rio. Marque já o seu tour em http://goo.gl/ymdmwh e descubra outros tours em www.besttimetour.com 

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